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A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre de 2019 —número 3,6 vezes maior do que os R$ 4 bilhões dos três primeiros meses do ano, quando a queda na produção de petróleo e menores margens nas vendas de combustíveis afetaram os números da petroleira.
A petroleira creditou o atual lucro alto pela conclusão da venda da TAG –empresa que opera gasodutos do Norte e Nordeste. Em nota, a Petrobras informou que o resultado significou um recorde histórico para a companhia. “Continuaremos nossa trajetória de geração de valor, com foco nos ativos de maior retorno, como o pré-sal, e busca incessante para redução de custos”, disse o presidente da Petrobras”, Roberto Castello Branco.
Em junho, uma semana após autorização do STF (Supremo Tribunal Federal), a Petrobras anunciou a venda de 90% da TAG, subsidiária que opera as malhas de gasodutos do Norte e Nordeste, à francesa Engie e à canadense Caisse de dépôt et placement du Québec, por R$ 33,5 bilhões.
Foi a maior operação de venda de ativos da estatal até o momento. Do valor total desembolsado pelas compradoras, R$ 2 bilhões serão usados para antecipar o pagamento de dívidas da TAG com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Segundo a estatal, o lucro líquido contábil, excluídos fatores não recorrentes, do segundo trimestre de 2019 foi de R$ 5,2 bilhões. No total, o lucro do primeiro semestre da Petrobras em 2019 ficou em R$ 22,9 bilhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) aumentou de R$ 30,067 milhões do primeiro trimestre de 2018 para R$ 33,4 bilhões no período atual.
Na semana passada, as vendas de ações de BR Distribuidora encerraram com o montante de R$ 9,6 bilhões, como parte do plano para levantar recursos para pagar dívidas e focar a exploração do pré-sal. A subsidiária de postos de combustíveis passou a ter mais capital privado do que estatal com a operação.
Sobre essa venda, a empresa afirmou em seu balanço do segundo trimestre que “tendo em vista a oferta de ações da BR Distribuidora, estamos apresentando neste relatório as operações da BR Distribuidora como operações descontinuadas. Para o terceiro trimestre de 2019, estimamos um ganho de capital antes dos impostos de R$ 14,2 bilhões”.
Em mensagem do presidente, a empresa também informou que “os desinvestimentos somaram US$ 15 bilhões até o final de julho, com destaque para as transações da TAG, da BR Distribuidora –primeira privatização via mercado de capitais na história do Brasil– e de campos maduros de petróleo. Ficamos ainda com 37,5% do capital da BR, que no futuro temos a intenção de vender parcial ou totalmente.
Enquanto isso, vamos nos beneficiar como acionistas do enorme potencial de criação de valor da BR com a flexibilidade que possui uma empresa privada”. Maior distribuidora de combustíveis do país, a BR está presente em todos os estados, com 27,4% de participação no mercado nacional. As vendas fazem parte dos desinvestimentos da Petrobras. A gestão Jair Bolsonaro, com Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia, vem acelerando esse processo de venda de ativos.
De acordo com mensagem do presidente em comunicado publicado no balanço, o resultado do segundo trimestre foi beneficiado por fatores externos, como preços do petróleo, taxa de câmbio, crack spreads e desinvestimento de ativos. No mesmo período do ano passado, a escalada dos preços do petróleo levou a Petrobras a lucro de R$ 10,072 bilhões no segundo trimestre, o que foi, na ocasião, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2011.
Então, na comparação de um ano para o outro, o lucro da empresa cresceu R$ 8,8 bilhões. A produção de petróleo, gás natural e LGN da companhia alcançou 2,633 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre, um aumento de 3,8% em relação aos três primeiros meses deste ano. Somente nos campos do pré-sal, a produção cresceu 12,7%, com 1,168 mil barris de petróleo por dia no segundo trimestre.
Por Diego Garcia